quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Indecisão

Um sim é sempre o que esperamos?
Talvez sim, talvez não...
Um não já é resposta pronta?
Talvez sim, talvez não
O que sei é que prefiro um sim
Ou talvez prefira um não
Qualquer resposta é melhor
Do que um talvez

Talvez eu viaje...
Talvez eu mude...
Talvez eu ganhe na loteria...
Talvez eu possa ir com você...
Pra onde?
Não sei! 
Talvez você saiba, não?
Sim, não sei, talvez eu lembre!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Chuva

 Sinto a chuva

De dentro pra fora

De baixo pra cima

A toda hora


Vejo a chuva

Subir no telhado

Miar bem fininho

No vidro quebrado


Toco a chuva

De fora pra dentro

De cima pra baixo

A todo momento


Eu curto a chuva 

Lá no horizonte

Bem perto do rio

Descendo o monte

Ando perdida na chuva 

Porque é mais fácil 

Esconder o que

Nunca acho!


domingo, 3 de novembro de 2019

Descobrimento

Tarde vai, noite chega...
Conversa vai, conversa vem,
revela aqui, balança o mar,
ondeando histórias a navegar.
Vida vivida se espalha na areia
É o canto da sereia?
Ou navio sem marujo?
Será mergulho no escuro?
Ou é tormenta que venta venta...
Descobrimento
tem cabimento?
Ah, tem!

sábado, 1 de dezembro de 2018

Amanhã

Amanhã não sei
O hoje basta
Amanhã serei
Hoje sinto vivo viverei
Amanhã é outro dia 
Hoje só alegria 
Hoje acordei
Amanhã não sei!
Hoje amo vivo amarei
Amanhã também!



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Esperança não (é a última que) morre...

Dizem por aí
que a esperança
é a última que morre
Será que é assim?
Ela leva um tiro?
Sofre um acidente?
Tem um ataque cardíaco?
Morre velhinha ou sem avisar?

Não... a esperança morre
Len-ta-men-te...
Sua morte é dolorida
Sofremos a cada decepção
A cada segundo,
Feito doença terminal
Que não tem data pra ter fim
Que não tem hora pra piorar
Que avisa, mas recua
Nas nossas forças pra não desistir
No amor que é forte
Na saudade que arrebata
Nos bons momentos
De superação

A esperança não é a última
Nem a primeira
Nem tem sequência
Não está em ordem
É alimentada pelo querer
E destruída pela realidade
É acariciada pelo amor
E maltratada pelo dia a dia
A esperança persiste em mim
Uma luta interna que grita
Às vezes grito de luta
Por outras grito de dor

A esperança existe
Mesmo depois de morta.
Ela é reencarnada
Em toques de amor
Sem fim.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Um Voo para a Arte

A arte é assim: leve
É capaz de me levar longe
Flutuando 
É um doce acalento 
Na m’alma
Um sopro de esperança 
Nessa vida de incertezas

A arte acalma meus dias
Libera minhas angústias
E me faz ver a beleza
De flutuar no meu ser

Espero que a brisa me leve
Sempre em direção a arte
Pois ela é meu refúgio 
Esconderijo secreto
Do meu amor

E assim, ouvindo melodias
Voando na beleza 
Recitando versos
E amando 
Vivo!


Poema de Tatiana Nunes de Oliveira

Imagens retiradas do vídeo publicado no Facebook por Colectivo Dignidad Arte:
https://www.facebook.com/1095021070623418/videos/1578123965646457/
Excelente.... lindo show, em uma das ruas mais belas de bucareste


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Here or there

You are there
Walking
I am here
Thinking
You are there
Near the beach
I’m here
Without speech
You are there
I am here
But both of us
Are feeling
Our love!
💜💜💜

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Sonho ou viagem?

Contagem regressiva
Em números e arte
Romance fez parte
E o momento
chegou

Encontro de olhares
Sorrisos e almas
É preciso calma
Por isso o casal
No embarque esperou

Portas em automático
A caminho do céu
Pra lua de mel
O avião já
Voou

Tudo mais que perfeito
Todos aqueles doces momentos
Jamais vão sair da memória
Agora é uma linda história
De AMOR!
💜🦋💜🦋💜🦋💜🦋💜🦋💜🦋

domingo, 5 de novembro de 2017

Música, melodia
Dança e ritmo
Despertam mudanças
Ecoam sons
Embalam corpos
Vibram tons

Transformam as cores
Preparam sentidos
Acordam cupidos
Provam sabores

Músicas, melodias
Canção ao  luar
É tempo de estar
Em qualquer lugar!
É tempo de magia
de fazer sonhar!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Estou mais segura do que quero. E agora sei que quero voltar a escrever no meu blog. Não sei para quem escreverei. Ou melhor, sei! Vou escrever para mim!

Estou numa fase de busca. Quero algo diferente do padrão que mantive nos últimos anos. Sinto que a borboleta está saindo do casulo. Não interessa se o mundo enlouqueceu. Ou se sou eu a maluca. O que importa é sentir!

Por que as pessoas têm que ser tão racionais? Será que o mundo não percebeu que deve haver equilíbrio? Muitos não perceberam. O difícil é ter que conviver com pessoas que sentem medo de sentir. Sen - ti - men - to. Eita palavra estranha. Tenho que pesquisar sua etimologia. Talvez, assim, consiga entendê-la melhor.

Madrugada. Há tantos sentimentos borbulhando... gosto da palavra "borbulhar"... me vejo olhando para a água esquentando, esquentando, esquentando... ops! Bor bu lhas! Consigo ouvir a musicalidade das bolhas. E, falando em música, umtexto que escrevi em 19 de outubro:

"Eu te amo como uma música inédita, linda e emocionante. Uma canção de amor. Sim, eu me permiti viver esse amor. Eu quis ouvir essa música..."

Aí me pergunto: há motivos para arrependimentos? Jamais! É hora de enfrentar as decisões. Decidi, ouvi, me emocionei. Agora a emoção é outra. Afinal, não se ama sozinha. O verbo amar  é plural. Ele é, por natureza, mais de um. E se o amor não é valorizado, deixa de ser amor, passa a ser saudade.

E, assim, estou aberta e pronta para amar de novo... porque sei que, no universo, um amor real e possível me espera. 

Em 18 de outubro:

"Estamos dividindo. Dividindo amor, angústias, momentos... vivendo uma linda história. Adorei! É uma história! Estou feliz por viver essa história.

Rodopiando no meio do furacão, e, mesmo assim, feliz.
Vento forte me levando, e eu? Feliz!
Preocupada e, muitas vezes confusa, porém, feliz!

E, principalmente, reunindo lembranças boas. Elas estão ficando marcadas, registradas na minh´alma, na minha vida.

O resto, está indo com o vento... e quero viver cada toque, cada sabor, cada perfume, cada som... que venham melodias para nos embalar. As melodias podem variar, às vezes agradam, outras pertubam... ou simplesmente ecoam pra nos despertar "vida":

Um rock metal descontrolado e sem ritmo, ou batidas de filme de suspense...
Um blues, um jazz.
Ou quem sabe um mantra.
Uma valsa, um jingle. Uma cantiga de ninar.
Um soul para acalmar.
No meio, uma quizumba de oxalá, um funk com letra indecentemente ruim, ou um sertanejo de mau gosto.
Clássico de Mozart, ou nossa música que aparece de repente!
Aquela que vem pra emocionar!
Just because: all of me, loves, all of you!
Is you, is you!
Everything!
One day, after another!

E os dias estão indo com o vento... assim deixarei fluir... o amor vai fluindo, indo embora com o vento, até tornar-se esquecimento. Ou se imortalizar na fantasia.

Lembrei do texto: uma ideia toda azul, de Mariana Colassanti. Era uma ideia tão linda, tão maravilhosa. E foi guardada. Deixou de ser vivida. Quando foi ser resgatada, estava nova, intacta, mas já não era mais tempo. Morreu no tempo? Não... a ideia não. Mas o dono dela já não podia mais colocá-la em prática. Porque o tempo é cruel, às vezes...

Texto que merece ser relido! 






segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Here, there and nowhere

I am feeling so lost today... Where can I find me?
Maybe inside some flying song...

sexta-feira, 25 de março de 2016

Incomum



  Pensei em escrever algo
  Incomum e extraordinário
  Mas percebi que aqui dentro
  Os sentimentos andam lentos
  Borbulham em banho maria
  E cozinham em fogo baixo.

         Pensei então em desistir
          E fugir, comum de quem sofre
           Porém, extraordinariamente
            Enfrentarei o desafio
              E tentarei borrar as páginas
               Com loucuras e emoções
                 Pra dar algum sentido ao vazio
                   E esquentar ou congelar o morno!


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

It's time to MOVE
Move towards happiness
Happiness for life
Life in a different way
Way against fear
Fear blocks ourselves
Ourselves needs to MOVE!

Embalando

No embalo sereno do meu corpo
Flutua minh'alma primaveril
No embalo ameno do meu canto
Mergulho meu ser num mar anil

No embalo do meu olhar profundo
Melódicas vozes ecoam no meu mundo
Vejo, então, um campo imenso florido
Simplesmente por ter me ouvido

E agora, o que será dessa semente
No  interior desse meu ser
Não mais adormecido?

domingo, 6 de dezembro de 2015

Vibra uma tristeza...
Bela na essência de uma perda...
perdas, doem, abrem buracos
Porém, abrem novos espaços
dentro da alma da gente.

Abrem caminhos
nunca visitados...
Assim como o silêncio,
espaços vazios são portas
pra descobertas infinitas

Vibra uma tristeza
Abre-se uma porta
Muitas janelas
Vem luz,
Cantam silêncios...
E a lua cheia invade
Momento certo
Pra deixar a beleza do ser
Gritar novidades!


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A melhor parte do "escrever" é reler o que um dia pensei. É um jeito único e prazeroso de me conhecer. Ultrapassa as margens do autoconhecimento, qualquer experiência de me conhecer se torna pequena perto dessa única ação: ler o que um dia escrevi!

Preciso me lembrar de fazer isso mais vezes!

E a história continua

O sábado não é dia de descanso. É o dia nacional do supermercado. "Por que temos que gastar tempo com compras de supermercado?" - ela pensa. Seria tão bom se as compras viessem sozinhas e já fossem guardadas na despensa automaticamente. Mas como isso não é possível para ela, ainda, ela anda pelos balcões de frutas e verduras.  Na banca de batatas, uma senhora bem idosa puxa papo:
- Eu prefiro as feiras...
- A senhora mora aqui perto? 
- Sim, no primeiro bloco atravessando a rua. Venho devagar, com minha bengala de apoio. E depois dou uns trocadinhos para o rapaz que empacota e ele leva as compras para mim.
- Vejo que todo sábado você está por aqui, não é, querida?
- Só tenho tempo no sábado... Nossa! Nunca reparei na senhora...
- E quem é que repara em velho, minha filha?

Pois essa frase mudou o seu dia. Como assim? As pessoas envelhecem e ficam invisíveis ou o mundo está invisível para ela? 


Boladona

Bola bola oras bolas
Bem bolada
boladona

Bolachona
Bem bonita
Bonitona

Bibelô
Bem bolada
boladona

Bota fora
sua bobona
e oras bolas
sem bolada
sem bolona
seja dona
da bolada
seja a loba!

domingo, 5 de abril de 2015

There is no way to survive without wishing.
I wish during the day, I wish during the night...
I wish whenever I have time!
I wish to wish but not only to survive
I wish to understand better my life!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Águas balançando
Vida transbordando
É hora de flutuar
Correr pelo rio
Ver o luar
Sentir
  O calor do sol
  O brilho do olhar
  O chacolhar
  Que só a água produz!
Em tempos de brindar águas
lágrimas desperdiçadas
farão falta
no meu aquário!