quarta-feira, 17 de março de 2010

II FLIPIRI - o início

A II Festa Literária de Pirenópolis não poderia ter sido melhor! Começou com a Flipiri Itinerante. Ora, nós, autores, também temos que conhecer as escolas e visitar os espaços em que as leituras acontecem! E foi isso que fizemos. Vários de nós, da Casa de Autores, fomos aos 10 povoados de Pirenópolis e ainda visitamos todas as escolas da cidade. Isso foi na quinta-feira, dia 11 de março. Os alunos já tinham lido nossas obras. Todos eles receberam, da Prefeitura, vários exemplares de literatura infantil.


O mais gostoso da Flipiri Itinerante foi a forma como fomos recebidos: com uma festa! Eu cheguei na escola Tia Olivia e já vi um monte de balões enfeitando o pátio. Eles contornavam um cartaz com o meu nome e desenhos das minhas obras. Que emoção!


E depois fui convidada a me apresentar. Eu hein? Para quê? TODOS já me conheciam. Que gostosura! Foi então, que resolvi contar histórias. Pedi ajuda ao meu dragão de estimação, o Godofredo. Ele, muito tímido, pediu silêncio... Tantas estratégias que usei... e deram todas certo! As crianças adoraram as histórias contadas por mim e pelo Godofredo. O difícil foi ir embora... estava tão divertido!


Ah, não posso deixar de contar o que o Godofredo fez com os alunos da Escola Tia Olívia! Como ele só fala no ouvido das pessoas (ele é tímido!), eu pedi que ele falasse no ouvido de alguns alunos... Pedi que ele contasse histórias... E sabe o que o danadinho fez? Com a primeira criança ele não falou nada (se bem que acho que foi ela que não ouviu... ele fala bem baixinho e temos que ter imaginação!). Com a segunda criança, o Ian, ele falou em inglês. Isso mesmo! Quando perguntei para o Ian o que o dragão tinha falado, ele respondeu: "Ah, eu não entendi, ele falou inglês!". Puxa! Eu e as professoras adoramos perceber a criatividade e imaginação dessa criançada!


Depois eu conto mais... ainda estou esperando as fotos que vão me enviar!

terça-feira, 16 de março de 2010

Leitura no lugar de esmola...

Li essa reportagem e fiquei pensativa!
http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/221-retrato.shtml
Puxa! Como um livro pode fazer bem a uma pessoa... Isso eu já sabia, então, por que fiquei pensando tanto? Ah... Fiquei com vontade de fazer o mesmo. Colocar um punhado de livros dentro do meu carro e oferecer. Mas não como esmola! E sim como presente. Será que é demais dar presente a um desconhecido? Eu não acho. Vou pagar para ver, sem pagar, como diz o nobre repórter da Revista Nova Escola, Rodrigo Ratier. E aí paro de pensar se devo ou não dar esmolas e dou algo MUITO melhor. De real valor!
O único problema é que vou ter que fazer campanhas para arrecadar muitos livros! Afinal, todo sinal de Brasília tem um pedinte. E os livros são minhas jóias... só posso dar os repetidos. Como conseguir mais?
Volto a pensar...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Águas de Março

Pensativa demais, estou em uma fase de introspecção. O meu horóscopo revelou isso! Os astros disseram-me "Não é um período lá muito "sociável", mas nem sempre nós temos que estar dispostos à extroversão, não é mesmo? Recolha-se e aproveite!". Aproveitar? Não sei se consigo revirar tudo aqui dentro e ainda me divertir com a bagunça. O bom é que sinto que estou organizando muitas tralhas que estavam espalhadas dentro dessa cabecinha cheia de imaginação. Resgatei algumas "coisitas" do beleléu, puxei um pensamento aqui, ajeitei um sentimento ali e... tudo está fluindo, mesmo que seja aos trancos e barrancos. "C´est la vie!".

Agora estou me preparando para um momento muito especial. Ele nem aconteceu, mas SEI que será especial. Como disse minha querida Marta Medeiros, cronista que admiro, algo grita lá dentro e a gente sabe! Pois é, aqui está o meu grito: hoje a noite promete! E semana que vem promete mais ainda! A festa literária de Pirenópolis já é um sucesso. E eu, fiz parte da primeira, volto na segunda e quero participar das muitas que virão.

Como escritora, estou pondo umas letrinhas aqui, outras frases ali, ajeita, arruma, apaga, volta, relê, pensa. O importante é que estou escrevendo! E isso é bom demais, não é?

Essa semana dei uma aula, com mais quatro colegas de um curso de pós-graduação que iniciei. Foi tão gostoso! Adorei voltar a estudar. Já terminei a minha graduação, fiz mestrado e agora resolvi fazer uma especialização em Docência da Educação Infantil e Séries Iniciais. Já me perguntaram o porquê. Ora essa! E precisa explicar a vontade de estudar? Além disso, quero me especializar ainda mais. A gente troca muita experiência durante um curso como esse. Não me arrependo. São duas noites por semana que estão me animando. Ninguém deve deixar de estudar quando tem vontade!

Ninguém deve deixar de escrever quando tem vontade! Eis que estou aqui, em plena tarde de sexta-feira, escrevendo não sei para quem... Opa! Sei sim! Estou escrevendo para mim! Escrever me faz feliz.

E viva a língua, viva a comunicação, viva a escrita e viva a leitura!

Viver, para mim, é escrever os pedacinhos da minha história. Acho que andei bebendo muita água benta! De março!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Entre o dito e o não dito, entre o feito e o não feito

Ultimamente, tenho refletido muito sobre a distância entre o que se fala e o que se faz. Muita gente insiste em me convencer que esse espaço não existe. No entanto, a cada dia que passa enxergo esse inimigo que me persegue... Ele está ali, presente, apontando o dedo na minha cara e falando bem alto: atenção! Nem todo mundo tem uma sintonia entre o seu discurso e a sua ação!

Em um mundo em constante movimento, as pessoas "acham" que estão sendo coerentes. Coerência de "araque" é o que eu tenho percebido. Por exemplo, se um indivíduo diz respeitar os outros, por que ele ousa usar adjetivos pejorativos, como por exemplo a palavra "problemático". E isso por um motivo:  ele foi contrariado, então o outro é "problemático". O que entendo disso? Problemático é aquele que dificilmente consegue lidar com seus problemas e não acha solução para nada. Aliás, problemático é aquele que cria mais problema. Desde quando usar esses rótulos é sinal de respeito, hein? Aceitar diferentes formas de pensar é respeito, o resto é balela. Ouvir o outro é respeito, concordar não é necessário.

O mais gostoso é quando você consegue ter uma boa discussão (no sentido de discutir como sendo "debater um assunto, questionar"). É argumento para cá, objeções para lá, exemplos de cá, raciocínio para lá, um assunto de cá e uma prova de lá. Sadio. Importante. Elementar para o respeito ao ser universal que temos dentro de cada um de nós.

E assim vamos vivendo: aprendendo que nem todo mundo sabe conversar, discutir, debater, argumentar e, principalmente, aceitar os sentimentos diversos que envolvem qualquer relação entre dois seres humanos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eu recebi essa carta do Bartolomeu!!!! E ofereço-a a todos!

Tatiana,


Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.

A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".

Tatiana, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Tatiana, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.

Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.

Quando pensamos, Tatiana, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.

Tatiana, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?

Com meu abraço, sempre, Bartolomeu

No dia do aniversário de um ano da Biblioteca Nacional

Foi um evento tímido. Cheguei, achando que não contaria minhas histórias... Não vi ninguém... De repente, um grupo de crianças do Novo Gama chega. Eles estavam com pressa, muita pressa. Não tinham ido para a comemoração. Nem sabiam do aniversário da Biblioteca. Foram levados por um grupo de senhoras da comunidade para passear. Primeira vez na capital federal! Ainda não conheciam nada aqui. É possível imaginar isso? Crianças que moram há no máximo 100 km daqui! Esse é o nosso Brasil. País de diversidade, de realidades diferentes, de desigualdades e de esperança!

E foi aí que contem a minha história. Tive que apressar. O sapo tagarela teve que conter a sua tagarelice. Ficou com a boca costurada para que eu pudesse narrar os acontecimentos. E foi MUITO divertido. Eu adorei. Tenho que registrar essa experiência aqui. Uma manhã de sábado diferente, divertida e emocionante! Sinto-me feliz por ter feito parte da vida dessas crianças, ainda mais nesse dia que vai ficar na memória delas: o dia da visita a capital do nosso país...

E assim conto uma nova história. Uma história real. Uma história de comemoração. E a Biblioteca, no centro da capital, foi o local escolhido. Quem ainda não conhece esse espaço... dê uma passadinha lá! Ela é nova, ainda bebê... mal começou a andar... mas é um espaço de encanto, magia e livros! E onde tem livros, tem alegria!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lançamento do "Todo banguela é contente?" no Taguatinga Shopping

Muita conversa, diversão e alegria fizeram parte desse lançamento. As dentistas Flávia e Larissa falaram sobre como cuidar bem dos dentinhos e responderam perguntas sobre quantos dentes nós temos, quando nasce o primeiro dente e ainda falaram sobre como ficam os dentes quando nós não cuidamos deles. Ai, ai! Elas mostraram dentes com cáries... Eca!

E eu vi muitos banguelas contentes, além de muita gente no lançamento!



Quem perdeu pode aproveitar o próximo que será no Terraço Shopping, no dia 11 de outubro, às 16 horas. Estou programando umas atividades bem legais para uma fazer dessa tarde um momento bem especial para todos.

Até lá!