sexta-feira, 25 de março de 2016

Incomum



  Pensei em escrever algo
  Incomum e extraordinário
  Mas percebi que aqui dentro
  Os sentimentos andam lentos
  Borbulham em banho maria
  E cozinham em fogo baixo.

         Pensei então em desistir
          E fugir, comum de quem sofre
           Porém, extraordinariamente
            Enfrentarei o desafio
              E tentarei borrar as páginas
               Com loucuras e emoções
                 Pra dar algum sentido ao vazio
                   E esquentar ou congelar o morno!


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

It's time to MOVE
Move towards happiness
Happiness for life
Life in a different way
Way against fear
Fear blocks ourselves
Ourselves needs to MOVE!

Embalando

No embalo sereno do meu corpo
Flutua minh'alma primaveril
No embalo ameno do meu canto
Mergulho meu ser num mar anil

No embalo do meu olhar profundo
Melódicas vozes ecoam no meu mundo
Vejo, então, um campo imenso florido
Simplesmente por ter me ouvido

E agora, o que será dessa semente
No  interior desse meu ser
Não mais adormecido?

domingo, 6 de dezembro de 2015

Vibra uma tristeza...
Bela na essência de uma perda...
perdas, doem, abrem buracos
Porém, abrem novos espaços
dentro da alma da gente.

Abrem caminhos
nunca visitados...
Assim como o silêncio,
espaços vazios são portas
pra descobertas infinitas

Vibra uma tristeza
Abre-se uma porta
Muitas janelas
Vem luz,
Cantam silêncios...
E a lua cheia invade
Momento certo
Pra deixar a beleza do ser
Gritar novidades!


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A melhor parte do "escrever" é reler o que um dia pensei. É um jeito único e prazeroso de me conhecer. Ultrapassa as margens do autoconhecimento, qualquer experiência de me conhecer se torna pequena perto dessa única ação: ler o que um dia escrevi!

Preciso me lembrar de fazer isso mais vezes!

E a história continua

O sábado não é dia de descanso. É o dia nacional do supermercado. "Por que temos que gastar tempo com compras de supermercado?" - ela pensa. Seria tão bom se as compras viessem sozinhas e já fossem guardadas na despensa automaticamente. Mas como isso não é possível para ela, ainda, ela anda pelos balcões de frutas e verduras.  Na banca de batatas, uma senhora bem idosa puxa papo:
- Eu prefiro as feiras...
- A senhora mora aqui perto? 
- Sim, no primeiro bloco atravessando a rua. Venho devagar, com minha bengala de apoio. E depois dou uns trocadinhos para o rapaz que empacota e ele leva as compras para mim.
- Vejo que todo sábado você está por aqui, não é, querida?
- Só tenho tempo no sábado... Nossa! Nunca reparei na senhora...
- E quem é que repara em velho, minha filha?

Pois essa frase mudou o seu dia. Como assim? As pessoas envelhecem e ficam invisíveis ou o mundo está invisível para ela? 


Boladona

Bola bola oras bolas
Bem bolada
boladona

Bolachona
Bem bonita
Bonitona

Bibelô
Bem bolada
boladona

Bota fora
sua bobona
e oras bolas
sem bolada
sem bolona
seja dona
da bolada
seja a loba!